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Alta do custo de vida pesou mais para as famílias de menor renda em janeiro; os mais ricos sentiram alívio inflacionário.

24/02/2026

A inflação começou 2026 afetando mais as famílias de menor renda. De acordo com o Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, embora a alta dos preços, de modo geral, tenha mantido o mesmo ritmo de dezembro, ela pesou de forma mais intensa para as famílias que ganham menos. Oficialmente, o IPCA, que é o indicador do IBGE considerado a inflação oficial do país, avançou 0,33% no primeiro mês do ano, repetindo a taxa de dezembro de 2025. No entanto, a análise da Inflação por Faixa de Renda, feita pelo Ipea, revela que a alta inflacionária, no comparativo mensal, acelerou para as famílias de renda muito baixa, baixa, média-baixa e média, e desacelerou para as de renda média-alta e alta. Para se ter uma ideia, considerando as famílias de renda muito baixa, que recebem menos do que R$ 2.999,82 por mês, a taxa de inflação passou de 0,14% em dezembro para 0,31% em janeiro. Já para a faixa de renda alta, que são as famílias com renda maior do que R$ 22.998,22, a taxa recuou de 0,51% para 0,18% no mesmo período. Segundo o Ipea, esmo com o comportamento mais favorável dos alimentos no domicílio e da deflação mais intensa das tarifas de energia elétrica, os segmentos de menor renda foram afetados pelas altas do grupo de transportes, como das tarifas de ônibus urbano e intermunicipal, trem e metrô, além dos reajustes da gasolina. O grupo saúde e cuidados pessoais também pesou, com aumentos dos produtos de higiene, dos serviços médicos e dos planos de saúde. Já as famílias de maior renda sentiram um alívio inflacionário principalmente por causa das quedas dos preços das passagens aéreas e das tarifas de transporte por aplicativo.