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Fila de espera por transplante de córnea praticamente dobrou desde 2019.
A pandemia impactou de forma direta na quantidade de transplantes realizados no Brasil. Mesmo com a melhora da pandemia, as cirurgias do tipo continuam abaixo do que era realizado antes da crise sanitária. Só em 2022, de acordo relatório da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, quase metade procedimentos envolvendo cinco órgãos deixaram de ser realizados no nosso país.
E, com menos cirurgias sendo realizadas, a fila aumentou. Em 2019, ano pré-pandemia, 12.212 pessoas esperavam por uma córnea no Brasil, atualmente, a fila tem quase 24 mil pessoas, de acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Praticamente o dobro. Segundo a entidade, o tempo de espera por um transplante de córnea é de 13,2 meses, pouco mais de um ano – na média.
Em alguns estados, no entanto, o paciente espera muito mais. No Pará, por exemplo, a espera passa de dois anos e dois meses; no Maranhão, são quase 23 meses esperando; Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte também são estados em que a espera por uma córnea costuma durar mais de um ano e meio.
Por outro lado, no Ceará a espera é a menor do Brasil: menos de um mês e meio. No Amazonas são dois meses. O transplante de córnea é o procedimento cirúrgico que permite a substituição total ou parcial da parede anterior do olho diante de doenças que atingem córnea e levam à cegueira.
