Notícias


Golpe do falso advogado se espalha pelo país; saiba como se proteger

28/04/2026

Casos de pessoas enganadas por criminosos que se passam por advogados e advogadas têm se multiplicado e acendem um alerta importante: se você tem algum processo em curso na Justiça, redobre a atenção antes de fazer qualquer pagamento para o profissional que cuida do seu caso.
É que os golpistas que aplicam o chamado “golpe do falso advogado” costumam ser convincentes, como alerta o presidente da OAB-SP, Leonardo Sica
SONORA
Diante do aumento desse tipo de crime, as medidas de combate e prevenção vêm sendo intensificadas.
Uma das estratégias é reunir denúncias para ajudar nas investigações e identificar padrões de atuação dos golpistas.
A Ordem paulista, por exemplo, já levou centenas de casos às autoridades, com informações que ajudam a rastrear contas bancárias e outros dados usados pelos criminosos.
SONORA
Além da repressão, a informação é considerada a principal ferramenta para evitar novas vítimas.
Cartilhas e campanhas de conscientização são divulgadas pela OAB para orientar tanto advogados quanto cidadãos sobre como identificar tentativas de fraude.
Recentemente, por exemplo, a OAB São Paulo e as secionais do Espírito Santo, Goiás, Pernambuco e Paraná, em parceria com a agência Lupa e com e apoio do site JusBrasil, lançaram uma cartilha nacional com dicas para a população sobre como se proteger do golpe.
A principal recomendação é desconfiar de pedidos de dinheiro inesperados, mesmo que venham com nome, foto ou dados de um advogado ou advogada conhecidos.
Antes de qualquer pagamento, confirme diretamente com o profissional, por um canal oficial.
Além disso, Leonardo Sica orienta a consulta a uma plataforma nacional que permite verificar a identidade de advogados e advogadas.
Segundo Sica, a ferramenta já ajudou a impedir milhares de tentativas de fraude.
SONORA
Vale lembrar que, recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou projeto que prevê a criminalização específica desse tipo de golpe e estabelece responsabilidades para instituições financeiras, empresas de tecnologia e outros setores envolvidos na comunicação.
O texto segue em tramitação no Congresso.