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Mais de 120 mil pessoas receberam diagnóstico positivo para sifilis em apenas 6 meses no Brasil.
Mais de 120 mil pessoas receberam diagnóstico positivo para sífilis apenas nos seis primeiros meses de 2022. Uma publicação do Ministério da Saúde revela que, em 2021, foram registrados no Brasil mais de 167 mil novos casos de sífilis adquirida – que é aquela transmitida na relação sexual – e 74 mil casos em gestantes. Naquele mesmo ano, 27 mil ocorrências de sífilis congênita foram diagnosticadas – que é quando o bebê nasce com a doença – e 192 pessoas morreram no país, por complicações relacionadas à sífilis.
Em relação ao ano passado, a pasta federal tem apenas os dados do primeiro semestre compilados. No período, entre os meses de janeiro e junho, foram 79,5 mil casos de sífilis adquirida, 31 mil registros de sífilis em gestantes e 12 mil ocorrências de sífilis congênita em todo território nacional, ou seja, mais de 122 mil novos casos da doença em apenas 6 meses. A sífilis é uma doença sexualmente transmissível. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o acompanhamento durante a gravidez, para evitar a transmissão da forma congênita, são os meios mais eficazes de prevenir a doença.
A sífilis tem vários estágios. No primeiro deles, surgem pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas. Essas feridas não doem e nem coçam e podem sumir sem tratamento. Mas a doença avança e podem surgir manchas em várias partes do corpo, além queda dos cabelos.
No estágio mais avançado, que pode demorar meses ou até mesmo anos para se manifestar, a sífilis causa prejuízos graves à saúde como cegueira, paralisia, problemas cardíacos e cerebrais, podendo, inclusive, levar à morte. Quando um feto é contaminado, a criança corre o risco de nascer cega, com problemas ósseos, surdez ou deficiência mental. O tratamento é feito com antibiótico. O Brasil oferece tanto tratamento como teste rápido para sífilis no SUS. O resultado não demora mais de 30 minutos para sair.
