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Para tentar driblar baixa adesão, OMS muda orientação sobre vacinação contra HPV.

02/01/2023

A Organização Mundial da Saúde mudou a recomendação sobre a vacina contra HPV, o papilomavírus humano. A mais nova orientação da OMS é a aplicação em dose única do imunizante, como alternativa para o esquema tradicional de duas doses.

A mudança, segundo a entidade, não compromete a eficácia e durabilidade de proteção do imunizante e pode favorecer a adesão à vacina. Em todo o mundo, a queda nas taxas de adesão à vacina contra o HPV preocupa a Organização Mundial da Saúde. Globalmente falando, a adesão é inferior a 20%. Ou seja, menos de duas em cada 10 pessoas que deveriam estar vacinadas contra a doença receberam o imunizante.

Conforme as orientações atualizadas da OMS, a vacinação de mulheres entre 9 a 20 anos pode ser feita com uma ou duas doses, a critério de cada governo. Pessoas imunossuprimidas, no entanto, devem receber obrigatoriamente as duas doses e, se possível, uma terceira.

Para mulheres a partir de 21 anos que ainda não foram vacinadas, o esquema também deve ser apenas de duas aplicações, com um intervalo de seis meses entre elas. No Brasil, a vacina está disponível no SUS não só para meninas, mas também para os meninos 9 e 14 anos, em duas doses, que devem ser aplicadas com intervalo de seis meses. O vírus do papiloma humano é causa de diversos tipos de cânceres, como o de colo de útero, de pênis e de vagina, o câncer anal e o câncer de orofaringe.